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4. Cristo Após a Encarnação

 

A dificuldade de se harmonizar dois textos bíblicos aparentemente conflitantes faz com que existam diferentes correntes de pensamento sobre a natureza de Cristo após a Sua encarnação. O primeiro texto que trazemos a lume está no evangelho de João:

Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.

Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” João 10:17, 18

Neste texto, Cristo afirma que Ele tem autoridade para entregar Sua vida e também para voltar a tomá-la. Dá-nos portanto a impressão de que foi Cristo que se “auto-ressuscitou” após a Sua morte. Agora leia o segundo texto:

A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.” Atos 2:32

O texto acima afirma claramente que foi o Pai quem ressuscitou a Cristo. Assim, temos dois textos cujo entendimento é aparentemente conflitante. Como resolvemos esta questão? Não podemos resolve-la a menos que a Bíblia a resolva para nós, e para nossa alegria é exatamente isto que ela faz. Leiamos o texto de Atos 13:

Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais,

como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei.

E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi.” Atos 13:32-34

O texto acima afirma que, quando Deus o Pai ressuscitou a Cristo dentre os mortos, disse: “Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei”. Sabemos que, no princípio, Cristo foi gerado pelo Pai. Vimos que isto era como se o Pai houvesse gerado a Seu Filho a partir de uma parte de Si mesmo. Como o Pai, por ser Deus, possui a vida em Si mesmo, ao retirar de Si uma parte, esta também possui vida em si mesma. Como gerou a Cristo a partir de uma parte de Si mesmo, Seu Filho passou a ter vida em Si mesmo. É por este motivo que a Bíblia nos afirma:

Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” João 5:26

Vimos, pelo estudo das seções anteriores, que, ao morrer na cruz, Jesus sofreu a segunda morte, que significa também a completa ausência de existência. Vimos também que, a divindade de Cristo, a “água do copo”, estava no Pai desde o momento em que Cristo veio como um homem na Terra. Ao gerar a Cristo pela primeira vez, Deus o Pai lhe concedeu a divindade, a “água do copo”. Quando veio a Terra, Cristo devolveu esta “água”, a Sua divindade, para o Pai, pois esvaziou-se de Si mesmo.

Utilizando ainda de nosso exemplo para facilitar a compreensão, temos que, uma vez que a divindade de Cristo, a “água do copo”, estava no Pai, e o corpo inanimado e morto de Cristo estava na Terra, para gerar a Cristo novamente bastaria ao Pai colocar a “água do copo”, aquela mesma que havia recebido de Cristo quando Ele veio para a Terra, naquele corpo humano inanimado que jazia na tumba de José de Arimatéia. Assim, o Pai estaria repetindo o mesmo processo que realizou uma vez, quando gerou a Cristo, antes que houvesse. Mundo. Por isso, o Pai, ao colocar ao devolver a Cristo a divindade, colocando a “água” no Seu corpo humano inanimado, pode em verdade dizer: “Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei”. Note que o apóstolo Paulo compreendeu isto, pois afirma que o Pai proferiu esta frase quando ressuscitou a Cristo dentre os mortos.

Quando o Pai “gerou” novamente Seu Filho, colocando a “água” a divindade, no corpo humano inanimado de Cristo, esta “água”, esta divindade, por ser uma própria parte do Pai, que é o doador da vida, foi capaz de reerguer e ressuscitar aquele corpo humano inanimado. Por isso, ao mesmo tempo que é correto afirmar que Deus o Pai ressuscitou a Cristo, pois o gerou novamente após Sua morte, é correto afirmar que Cristo ressuscitou pelo Seu próprio poder, à luz do texto de João 10:17, 18 que apresentamos no início desta seção. Compreendemos então que a própria oração sacerdotal de Cristo, que encontramos em João capítulo 17 foi atendida no momento em que o Pai gerou novamente a Cristo, por ocasião de Sua ressurreição. Jesus havia pedido o seguinte em sua prece ao Pai:

e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.” João 17:5

Jesus, antes mesmo de Sua morte, pede ao Pai que o glorifique com a glória que Ele possuía com Seu Pai antes que houvesse mundo. Mas que glória Cristo possuía com Seu Pai antes que houvesse mundo? O texto de Provérbios 8 nos responde:

Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.

Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.” Provérbios 8:25, 26

Antes que houvesse mundo, Cristo foi gerado pelo Pai. Assim, quando Ele pede ao Pai que o glorifique com a glória que possuía antes que houvesse mundo, está também pedindo ao Pai que o gere novamente. Como vimos anteriormente, esta oração foi então atendida por ocasião de Sua ressurreição.

Uma vez que, por ocasião da ressurreição de Cristo, o Pai o gerou novamente, mas desta vez dentro de um corpo humano, aquele corpo humano preparado pelo Pai que lhe servira de habitação durante todo o período em que ele estivera na Terra, temos que um Deus, Cristo Jesus, gerado pelo Pai passou a residir em um corpo humano. Isto explica o texto de Colossenses:

Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” Colossensses 2:8, 9.

Verificamos que o texto acima é verdadeiro no seu sentido literal, ou seja, que em Cristo, passou a habitar, em um corpo humano, toda a plenitude da Divindade. A humanidade de Cristo ficaria para sempre retida, conforme atestam as palavras da revelação:

Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito." João 3:16. Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 25

Uma vez que Sua divindade estaria para sempre habitando em um corpo humano, é verdadeiro afirmar, como o texto acima o faz, que Cristo reteria para sempre a Sua natureza humana. Ao mesmo tempo que o fato de Ele reter Sua natureza humana é uma prova pelas eras eternas de que Ele é nosso penhor, Sua divindade representa a certeza do auxílio divino, uma vez que, tendo Ele sido tentado como nós, pode conceder Seu poder divino a cada um de nós de acordo com a nossas necessidades, pois Ele as conhece. O texto da revelação apresentado a seguir representa de forma mais adequada a natureza e o ministério de Cristo atual:

Cristo é a escada que Jacó viu, tendo a base na Terra, e o topo chegando à porta do Céu, ao próprio limiar da glória. Se aquela escada houvesse deixado de chegar à Terra, por um único degrau que fosse, teríamos ficado perdidos. Mas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito "em semelhança da carne do pecado" (Rom. 8:3), viveu uma vida isenta de pecado. Agora, por Sua divindade, firma-Se ao trono do Céu, ao passo que, pela Sua humanidade, Se liga a nós. Manda-nos que, pela fé nEle, atinjamos à glória do caráter de Deus. Portanto, devemos ser perfeitos, assim como "é perfeito vosso Pai que está nos Céus". Mat. 5:48.” O Desejado de Todas as Nações, págs. 311, 312

Por ser homem e subsistir como homem após Sua ressurreição, Paulo sobre Ele afirma:

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,” I Timóteo 2:5

Por ser Deus mesmo após sua ressurreição, Paulo também faz a seguinte declaração a Seu respeito:

Nele, tudo subsiste.” Colossensses 1:15

Do que estudamos nesta seção, concluímos o seguinte sobre a natureza de Cristo após a encarnação:

·       Cristo, tendo sido gerado pelo Pai antes da fundação do mundo, foi novamente gerado pelo Pai por ocasião de Sua ressurreição;

·       Ao ser novamente gerado, sua divindade ficaria para sempre retida no corpo humano formado por Seu Pai, no qual Ele habitou durante Seu ministério na Terra;

·       Por estar Sua divindade habitando em Seu corpo humano, temos como verdadeiro que em Cristo habita corporalmente (em um corpo humano) toda a plenitude da Divindade;

·       A humanidade de Cristo é a nossa certeza de que nosso Salvador compadece-se de nós em nossas fraquezas, enquanto Sua Divindade é a certeza de auxílio divino para vencer o inimigo em todas as tentações;

·       Cristo é Deus habitando em corpo humano – Emanuel, que quer dizer: “Deus Conosco”.

Finalizamos o estudo com as palavras inspiradas escritas pelo apóstolo Paulo, este que, mesmo sabendo muito sobre a natureza e obra de nosso amado Salvador foi levado a exclamar:

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.” I Timóteo 3:16

Ao nosso bendito Deus e Pai e ao nosso maravilhoso Senhor Jesus Cristo seja a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém!

                                

                                 

                                 

                                           

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