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A TRINDADE

“RELIGIÃO OU POLITICA”  

 

1.      A ORIGEM DE ROMA 


De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que habitaram a região da península itálica: gregos, etruscos e italiotas. Estes desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). Tinha como sistema político a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.

Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Tracia, a Síria e a Palestina.  

Os romanos compreendiam que tudo está subordinado ao governo e direção dos deuses. Sua religião, porém, não se baseou na graça divina e sim na confiança mútua entre Deuses e Homens; e seu objetivo era garantir a cooperação e a benevolência dos deuses para com os homens e manter a paz entre eles e a comunidade.  

Entende-se por religião romana o conjunto de crenças, práticas e instituições religiosas dos romanos no período situado entre o século VIII a.C. e o começo do século IV da era cristã. Caracterizou-se pela estrita observância de ritos e cultos aos deuses, de cujo favor acreditavam depender a saúde e a prosperidade, colheitas fartas e sucesso na guerra. A piedade, portanto, não era compreendida em termos de experiência religiosa individual e sim da fiel realização dos deveres rituais aos deuses, concebidos como poderes abstratos e não como Divindades Antropomórficas. Um traço característico dos romanos foi seu sentido prático e a falta de preocupações filosóficas acerca da natureza ou da divindade. Seus preceitos religiosos não incorporaram elementos morais, mas consistiram apenas de diretrizes para a execução correta dos rituais. Também não desenvolveram uma mitologia imaginativa própria sobre a origem do universo e dos deuses; seu caráter legalista e conservador contentou-se em cumprir com toda exatidão os ritos tradicionalmente prescritos, organizados como atividades sociais e cívicas.  

Como quase todos os povos da Antiguidade, os Romanos, eram politeístas. Tal como na Grécia, a vida familiar, social e cultural dos Romanos estava ligada à religião. Os lares (deuses da família), os Penates (deuses das refeições) e os Manes (almas dos antepassados) eram os deuses domésticos. Após a conquista da Grécia, os romanos assimilaram os deuses gregos dando-lhes nomes latinos.

Com a expansão da República e do Império, os romanos incorporam tradições religiosas de povos conquistados, principalmente dos gregos. A religião e cultos domésticos permanecem ao lado de uma sofisticada religião oficial, que inclui até os imperadores no panteão dos deuses.

Durante a República, o panteão romano passa a ser dominado por uma tríade divina – Júpiter, Juno e Minerva – e começa a incorporação dos deuses gregos: Júpiter é Zeus, Juno é Hera, Minerva é Atena,  

No período do Império, a religião tradicional passou a integrar ritos políticos e cívicos dos quais fazia parte o culto ao Imperador. A família tradicional romana, unida á volta do seu chefe e do culto doméstico, passou gradualmente a ficar desagregada. Casamentos e divórcios, principalmente nas classes mais ricas, sucediam-se como meras formalidades.  

O culto aos deuses, e também ao imperador, fazia-se através de orações e sacrifícios que tinham lugar nos templos e nas aras (altares). Os templos passaram a ser muito freqüentados, além de orações e sacrifícios realizavam-se inúmeras festas com banquetes e procissões. Tal como na Grécia também havia jogos públicos que em Roma eram dedicados a Júpiter. A ostentação e o prazer estavam sempre presentes nestas festas.  

As pessoas adoravam os seus deuses em dias santos e festivais, que eram em grande número. Nesta altura não havia semanas de sete dias com um dia santo de descanso, exceto entre os judeus. Rezava-se em períodos de problemas ou doenças.

Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Principais deuses romanos: Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

Ao primitivo panteão romano juntaram-se centenas de deuses e, na religião como no vestuário e em outras manifestações culturais, difundiram-se modismos Egípcios e Sírios. Com as crises econômicas e sociais que atingiram o mundo romano, a antiga religião não respondeu mais às inquietações espirituais de muitos e, a partir do século III a.C., começaram a se difundir religiões orientais de rico conteúdo mitológico e forte envolvimento pessoal, mediante ritos de iniciação, doutrinas secretas e sacrifícios cruentos.  

Nesse ambiente verificou-se mais tarde a chegada dos primeiros judeus messiânicos, que eram chamados de discípulos do “Caminho”, e mais tarde se tornaram  conhecidos como os Nazarenos que significa “Ramo”, entre eles os apóstolos Pedro e Paulo, com sua mensagem ética de amor e salvação, que conquistou o povo. Mas os Nazarenos com seu irrenunciável monoteísmo chocou-se com as conveniências políticas, com as cerimônias religiosas públicas, ao opor-se a divinização, mais ritual que efetiva nas quais se baseava a coesão do estado, e em especial com o culto ao imperador. A partir de suas origens obscuras na Judéia, as Boas Novas dos Nazarenos foi-se aos poucos se propagando por todo o império, principalmente entre as classes baixas dos núcleos urbanos. Registraram-se então perseguições, apesar da ampla tolerância religiosa de uma sociedade que não acreditava verdadeiramente em nada.  

Paulo indo através da Diáspora basicamente pregando em sinagogas para congregações mistas, contendo tanto judeus quanto gentios que eram tementes a DEUS. Houve um desentendimento sobre o quanto da Torah aqueles gentios deveriam observar inicialmente para serem admitidos no convívio dos judeus messiânicos, onde aprenderiam mais. O conselho em Atos 15 tomou uma posição bastante tolerante, que permitiu um crescente aumento dos gentios.  

Este segmento frutificou e muitos judeus e gentios faziam parte dele (At.6:7). A maioria dos primeiros cristãos gentios eram pessoas tementes a DEUS, que haviam ouvido Paulo pregar nas sinagogas (At.17:1-4, l8:4).  

No que criam os seguidores de Jesus (Os Nazarenos)?

  1. Eles criam no Messias, na ressurreição, anjos, espíritos, HaSatan, e no sobrenatural".

  2. Eles freqüentavam sinagogas, o Templo, e ainda faziam o voto de Nazireu, inclusive os sacrifícios previstos, e guardavam as festas bíblicas.

  3. Eles aceitavam a Torah e a obedeciam. Eles também criam nos outros livros do Tanach e nas Escrituras do Brit Hadasha (o `Novo' Testamento).

  4. Eles aceitavam a Torah e a obedeciam. Eles também criam nos outros livros do Tanach e nas Escrituras do Brit Hadasha (o `Novo' Testamento) a medida em que se tornavam disponíveis (é importante ressaltar que eles as entendiam em seu contexto judaico original)

  5. Eles aceitavam os costumes do Judaísmo, ou melhor o que esta relacionado a lei de Moises. (Atos 6:14, 21:21)

  6. Eles nem sempre aceitavam as tradições ou Halacha (decisões referentes a tais tradições) dos fariseus

  7. Eles evangelizavam tanto judeus quanto gentios (alguns segmentos dentro do Farisaísmo também faziam a mesma coisa)

  8. Eles acreditavam que Jesus era o Messias, divino, e eterno.  

Todas essas crenças cabem perfeitamente no Judaísmo como um todo.

Em 66 d.C houve uma guerra contra Roma e os Nazarenos fugiram para outras cidades, após uma revelação ( Mt.24:15-16). Após a guerra muitos voltaram a Jerusalém. Os únicos grupos remanescentes do Judaísmo eram os fariseus e os nazarenos, estes continuavam a observar a Torah, mas no caso dos nazarenos não de forma farisaica. Isso ocasionou uma cisma entre eles.  

Antes de 70 d.C, havia muito mais judeus e eles podiam se dar ao luxo
de permitir diversos segmentos e opiniões. Com o número de judeus
drasticamente reduzido e o Templo destruído, Yochanan (João) achou que para
que o Judaísmo sobrevivesse eles precisavam se unir. Eles achavam que precisavam começar a codificar as tradições orais e concordar em teologia e doutrina. Isto levou
muitos anos e houve muitas brigas uma vez que haviam muitas crenças
em meio aos fariseus. 
 

A maior briga foi talvez entre Gamaliel II e Rabi Akiva, no início do segundo século.  Onde o Rabi Akiva ganhou a disputa e criou um sistema que desse poder e autoridade aos rabinos para mudar a Torah se necessário e que a maioria dos rabinos poderiam até sobressair à Bat Kol (voz de D-us).Akiva então trouxe a doutrina de que a lei oral foi dada ao mesmo tempo que a Torah, e que Moises, David, etc. eram rabinos.  

Os nazarenos que anteriormente eram basicamente tolerados (embora, é claro, houvesse algum conflito) agora eram vistos como uma grande ameaça à unidade e sobrevivência do Judaísmo porque eles não aceitavam a autoridade final dos rabinos fariseus. Além disto, o grande número de gentios que estavam se juntando aos nazarenos era considerado problemático.  

Em meados de 80-90 d.C.,em muitos lugares os nazarenos ainda estavam
adorando a D-us nas sinagogas, juntamente com os fariseus, e
novamente eram considerados uma ameaça. Para remediar a situação, os
fariseus adicionaram a 19a. `bênção' na Amidah. Foi inserida como a
de número 12 e foi chamada de Birkot HaMinim. Não era universalmente
praticada em todas as sinagogas, mas era uma `bênção' contra os minim
e dizia algo do tipo `Que os sectarianos e os nazarenos morram em um
instante se não retornarem para Ti e para a Tua Torah. Que eles sejam apagados do livro da vida e não inscritos entre os justos. Ora, os nazarenos obedeciam à Torah, só que não da maneira farisaica.

 A 19ª. Benção havia sido adicionada para forçá-los a submissão das autoridades farisaicas. Esta atitude ocasionou o inevitável, a separação dos nazarenos dos fariseus, embora até a metade do segundo século ainda havia diálogo entre eles.  

Apartir da 19ª. benção impetrada pelos fariseus, os Nazarenos deixaram as sinagogas,(porque ninguém iria amaldiçoar a si mesmo)   e isso foi visto por Roma com grande suspeita. Roma não permitiria uma nova religião.  

O Judaísmo era uma religião permitida por Roma e os judeus tinham certos privilégios. Os Romanos respeitavam a guarda do Shabbat(Sábado), e os eximiam dos trabalhos e dos sacrifícios a César, em troca eles faziam sacrifícios por César. Os gentios que se juntavam aos Nazarenos ainda eram vistos por Roma como gentios, a não ser que eles fizessem uma conversão total ao Judaísmo, o que dificilmente acontecia e não era necessário.    


Em 135 d.C, temos a rebelião de Bar Kochba contra Roma. Rabi Akiva declarou que Bar Kochba era o messias (alguns dizem que isto foi para fazer a cisão final com os nazarenos, pois os mesmos lutariam sob a bandeira de um messias diferente). Muitos fariseus também não aceitavam Bar Kochba como messias, mas ainda sim muitos lutaram (uma vez que não tinham Jesus como Messias). Durante aquele período, os rabinos declararam que a leitura de qualquer livro minim (incluindo o que é hoje o Novo Testamento) tornava uma pessoa impura e que os livros deveriam ser queimados. Akiva disse que aqueles que lessem os livros minim não tomariam parte no mundo vindouro (apesar disto  contradizer a própria Mishnah judaica). Até mesmo os rolos da Torah que fossem escritos pelos minim eram considerados dignos de serem queimados. A separação estava concluída.

Depois daquela época, a igreja gentílica (chamada gentílica, porque havia mais gentios do que judeus messiânicos), foi se tornando cada vez mais contaminada, tendo conceitos judaicos misturados com o paganismo até chegar a Igreja Romana tal qual a conhecemos. A Igreja dizia que os Nazarenos não eram cristãos verdadeiros, porque apesar de crêem em Jesus, o fato de que guardavam a Torah invalidavam a crença em Jesus. Por outro lado os rabinos agora denunciavam o paganismo da igreja gentílica. Não há nada no Novo Testamento que diga que os judeus deixem de guardar a Torah, como eles não estavam dispostos a deixar a Torah, houve uma grande demanda de judeus messiânicos da igreja gentílica Paulo, se estudado através do livro de Atos era um judeu observante da Torah (Atos 28:17), frequentador de sinagogas (Atos 13, 14, etc.), fazia votos da Torah (Atos 18:18 e 21:24), observava as festas (Atos 20:6,16) e sacrifícios de oferta e de votos (Atos 21:26)
e continuou a fazer tais coisas por toda a vida. Mesmo que muitos
distorçam o contexto de suas palavras (2 Pedro 3:14-16), suas cartas
foram escritas em sua maioria para os gentios. 
 

A igreja gentílica deixou de observar a Torah e passou a praticar o Didaquê (Catecismo), este passou a ser o documento mais importante da era pós - apostólica, a mais antiga fonte de legislação eclesiástica que possuem frutos da reunião de diversas fontes orais e escritas que retratam a tradição das primeiras comunidades cristãs.  

Em 303 d.C, Diocleciano, imperador de Roma, passou a perseguir os cristãos com maior intensidade. Quanto maiores eram as perseguições, mais crescia o numero de adeptos da nova religião.  

  1. O IMPÉRIO ROMANO  

No mundo romano não havia quem tivesse visto uma fé tal como a dos primeiros messiânicos, era uma nação dentro das nações com uma cultura que lhe era peculiar. Apesar das perseguições que lhes eram feitas pelas forças mais poderosas da terra, a igreja continuava a crescer.  

Nesta época o Império passava por grandes problemas, por conta da corrupção e ambição de seus lideres. Com a abdicação de Diocletianus, teve início uma nova guerra civil. Por volta de 312 d.C, Constantino ,  enfrentou Maxencio um rival ao trono de Roma. Nas vésperas das duas batalhas que travou, Constantino jurou ter escutado vozes divinas, bem como assegurou ter visto claramente signos no céu que lhe davam o ganho de causa. Constantino era pagão, político, ambicioso e seu interesse era prestar culto a Hercules, depois passou a praticar culto a Apolo, deus do sol (mitra) o qual foi sumo sacerdote.  

Em 313 d.C, Constantino tornou-se imperador de Roma. Este tinha a ansiedade de identificar qual dos deuses da época era a divindade máxima. Diante dos grandes problemas que o império atravessava, Constantino observava a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições.  

Os cristãos ainda deixavam seus inimigos pasmos, ao pagar-lhes o mal com o bem e por demonstrar uma hospitalidade e um cuidado tão grande de uns para com os outros que bem poucos da comunidade cristã passavam necessidades. Em pouco tempo essa sub-cultura da fé estava com uma estrutura mais forte do que o próprio império romano e o cristianismo passou a ser considerado como sendo possivelmente a única coisa que o mantinha unido.  

O Imperador tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã, então se ele pudesse intervir na doutrina cristã seria uma jogada de mestre num ponto de vista estratégico. Fazer do cristianismo a religião oficial do império fortaleceria a monarquia de seu governo.  

  1.  CONVERSÃO DE CONSTANTINO  

Segundo Eusébio de Cesaréia, o primeiro historiador da igreja cristã, falecido em 341 d.C, foi o próprio imperador quem lhe confessou ter tido as duas visões que o convenceram de que Cristo o escolhera para missões extraordinárias.  

 Na 1.a visão, o Imperador viu uma imagem da cruz e um voz que lhe dissera “Minha paz está contigo...com este signo vencerá”, e assim aconteceu. Apesar de inferiorizado, a história conta que ele bateu fácil o então rival Maxêncio, no entanto não havia vencido a guerra.  

A 2.a visão, aconteceu em 28/12/312, quando atravessava a ponte Milveo sobre o Rio Tigre, travando outra batalha, novamente ouviu uma voz do céu, desta vez lhe ordenou que retirasse a águia imperial dos escudos romanos, colocando outro símbolo no seu lugar. Imediatamente Constantino providenciou a alteração, afixando nele as letras “C” “P”,que vinham ser iniciais gregas de Cristo.Os inimigos foram esmagados e o próprio Maxêncio pereceu afogado no Rio Tigre.  

Em 3l3 d.C, o imperador vitorioso publicou o Edito de Tolerância em Milão, concedendo liberdade religiosa aos cristãos, considerando a sua fé como religião lícita.O alivio entre os perseguidos foi imenso. A longa caçada que o governo movera por dois séculos e meio contra os seguidores de  Jesus, com sua esteira de mártires, vitimas de tortura e de flagelos mil, chegava ao fim.

Estes episódios tiveram notável efeito na historia da fé do mundo ocidental, visto que a vitória de Constantino na ponte Milveo que cruzava o Rio Tigre, acelerou a conversão dos romanos à religião de Jesus Cristo.  

Constantino mandou construir basílicas por todos os lados para celebrar sua adesão a Revolução da Cruz. Mesmo assim continuava celebrando cerimônias pagãs, como sumo sacerdote que era do deus sol, endossando, assim, a edificação de templos pagãos; estava com os pés em dois caminhos o Cristianismo e o Paganismo.  

Usando sempre a sua autoridade máxima e insuflado pela Imperatriz Fausta, sua 2.a mulher, o Imperador ordenou em 326 d.C que estrangulassem o seu filho Crispo em quem viu atos conspirativos.  

Não suportando a morte do neto, sua mãe, dona Helena, passou-lhe uma repreenda. Inteirando-se do caso das maquinações da nora, é bem provável que tenha exigido que Constantino executasse também a nora que até então, lhe dera 5 filhos. Obediente a mãe o Imperador ordenou aos seus sicários que esfaqueassem Fausta na hora do banho. Foi então que Helena uma octogenária partiu de Napolis para a Palestina, a pátria de Jesus e das relíquias sagradas. A história conta que talvez ela tenha saído em busca de espiar seus pecados, pois estava arrasada com o ocorrido e seu filho também.  

Em Jerusalém já existia um roteiro dos lugares santos, fixando os passos do galileu na cidade. Helena pôs mãos a obra. Com vastos recursos do império à disposição, e mesmo da fortuna pessoal dela, do filho e da ex-nora assassinada, liderando uma equipe de arqueologos, engenheiros e arquitetos, ela determinou a construção do Santo Sepulcro e de inúmeras  outras obras sacras espalhadas pela Terra Santa.  

Numa das escavações feitas em Golgota, em busca do sepulcro onde Cristo teria sido colocado findo o suplicio, encontraram três antigas cruzes, bem próximas  umas das outras. Foi a gloria de Helena. Esta sentiu-se então redimida , supondo que tal graça era sinal de que os crimes do filho estavam perdoados. E assim, resultado de batalhas vencidas, de crimes seguidos de arrependimento, o cristianismo se firmou como religião oficial do império romano e de parte considerável do mundo. Por causa desses acontecidos a igreja católica canonizou Helena como Santa Helena.

Como chefe do sacerdócio pagão, Constantino era o máximo, e precisava de um titulo semelhante como cabeça da igreja cristã. Os cristãos honraram como bispo dos bispos, mas ele preferiu dar um titulo a ele mesmo “Vicarius Chirst” ( Vigário de Cristo). Este se intitulava um substituto de Cristo, passando a ser autoridade máxima da igreja (Papa).  

  1. O CONCILIO ECUMENICO DE NÍCEIA  

Após a conversão de Constantino, este apoderou-se dessa religião e modificou-a conforme seus interesses. Nesta época a igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político do Império.  

A mistura do paganismo e do cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao catolicismo romano. Constantino visava dotar a igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões dentro da nova religião que nascia (unitarianos, binitárianos e os trinitarianos) ameaçava a sua autoridade e domínio. Com a subida da igreja ao poder, discussões doutrinarias passaram a ser tratadas como questões de Estado. Era necessário por tanto convocar um Concilio Ecumênico para dar uma nova estrutura aos seus poderes dentro do Império.

Em 20 de maio de 325 d.C,  o Imperador convocou  318 bispos  para participar do Primeiro Concilio Ecumênico que se realizou em Nicéia,  para decidir se Jesus era um “ser criado”, como a doutrina Ariana afirmava ou era um “ser gerado”, segundo a doutrina de Atanásio.  

Os Arianos acreditavam que não havia divindade em Jesus, que este era “a primeira e a mais nobre criatura de Deus”. Já os Atanasianos descordavam afirmando que Ele era da mesma “substancia ou essência” (“HOMOOUSIOS”), isto é, a mesma entidade existente do Pai. A definição da palavra “HOMOOUSIOS” tinham dois significados. Antes do Concílio, o termo "consubstancial" (`homoousios') tinha sido empregado por Orígenes no sentido de identidade genérica. Mais tarde, após o Concílio, é fora de questão que a teologia católica passou a empregar o termo `homoousios' no sentido de “uma só substância”.  

Dos 318 bispos, poucos eram da parte ocidental do domínio de Constantino, tornando a votação, no mínimo, tendenciosa, desfavorecendo a vontade do Imperador. Se Constantino conseguisse com que os bispos orientais que eram a maioria, ficassem á seu favor, facilmente ele conseguiria a aprovação daquilo que fosse do seu interesse. O Imperador então, manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem.  

  1.  CONCLUSÃO DO CONCILIO DE NICEIA  

O Concilio de Nicéia teve como definição a doutrina de Atanásio que declarava a consubstânciação (gerado de uma mesma substancia) de Jesus com o Pai. Assim, segundo a conclusão desse Concilio á somente um Deus, não dois; A distancia entre Pai e Filho está dentro da Unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são “ de uma substancia “ , e que o Filho é “ gerado” (“ único gerado, ou unigênito”, João 1:14,18; 3:16,18), mas “não feito”, o Credo Niceno, estabelece a divindade do homem da Galiléia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados. O Imperador decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito a pena de morte.

Seguiu-se então “um experimentar palavras e afiar frases” para projetar um Credo como instrumento a ser usado contra a heresia Ariana.

  1. O CREDO OU SIMBOLOS DE NICÉIA E OS CONCILIOS  

O primeiro Credo estabelecido por Constantino se baseava na seguinte declaração:  

“Mas os que dizem que houve tempo em que não existia; ou que não existia antes de ser gerado; ou que foi feito daquilo que não teve princípio; ou que afirmam que o Filho de Deus é de qualquer outra substância ou essência, ou criado, ou variável, ou mutável, estes são anatemizados [amaldiçoados] pela Igreja Católica e Apostólica.” - Cyclopedia de M'Clintock & Strong, Volume 2, páginas 559-563.  

Logo depois o mesmo foi excluído. O Credo ou símbolo redigido em Nicéia com suas alterações posteriores  passou para a história  e este rezava o seguinte:  

“Creio em um só Deus, Pai onipotente, Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro do Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial com seu Pai, por quem todas as coisas foram feitas; o Qual, por causa de nós homens e por causa da nossa salvação, desceu dos céus e, por virtude do Espírito Santo, tomou carne da Virgem Maria e foi feito homem. Também, por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos, sofreu e foi sepultado; e ressuscitou no terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu para o céu; está assentado à direita de seu Pai e outra vez há de vir, com glória, para julgar os vivos e os mortos; e do seu Reino não haverá fim. E (creio) no Espírito Santo, Senhor e vivificador, que procede do Pai e do Filho; o qual simultaneamente com o Pai e o Filho, é adorado e conglorificado; o qual falou pelos profetas. E em uma só Igreja Santa, Católica e Apostólica. Confesso um só batismo para a remissão dos pecados e espero a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém.”  

Ainda neste Credo ainda não havia sido atribuído personalidade ao Espírito Santo, nem se definia completamente a Trindade. Afirmava-se que o Pai e o Filho são da mesma substancia, e o Espírito Santo é chamado “Senhor e Vivificador”, mas não se diz que estes três são “ um só Deus”.  

A decisão desta assembléia não foi unânime e a influencia do imperador era evidente, quando diversos bispos do Egito foram expulsos devido a sua oposição ao Credo. Na realidade as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Ario. Assim começou a primeira perseguição oficial de cristãos por cristãos.  

Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção Arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arios e os seus bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo Arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio.  

Logo depois, foi elaborado por 90 bispos o Credo da Dedicação para substituir o de Nicéia e em 357 d.C, um Concilio em Smirna adotou um Credo autenticamente ariano.

Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político/religiosa causou violência e morte generalizadas.

Em 362 d.C, em meio a muita briga, é realizado por Roma o Concilio de Alexandria, tentando por panos quentes em tudo,  determinando que Deus tinha “ Três “personas” (pessoas)  e uma “substantia”(substancia) , afirmando que os ensinamentos eram os mesmo de seus oponentes, com a intenção de pacificação entre todos. Ignorando todos os textos bíblicos e valendo-se de sua autoridade de “Santa Madre Igreja”, instituiu-se assim “ Santíssima Trindade” e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concilio e outros como o de Constantinopla ( Stambul) em 381 d.C, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele. Somente os oficiais da Igreja tinham permissão de possuir e ler as escrituras, com a justificativa de que eles não tinham condições de compreender as Escrituras, mas na verdade suas intenções eram mantê-los ignorantes quanto as contradições que as novas doutrinas da Igreja tinham em relação às doutrinas dos apóstolos Isto tornou a Igreja vulnerável, sendo para hasatan uma arma poderosa. A Torah e o 2.o testamento (ou aliança Renovada) era mantida fechada a “sete chaves” pelo Clero Romano, e quando era lida para o povo era em latim, que bem poucos do povo em geral compreendia.  

  1. A INCLUSÃO DO ESPIRITO SANTO NA DIVINDADE  

Em 381 d.C, o Imperador Teodosio (Trinitarista) convocou apenas bispos trinitarios para a realização do Concilio de Constantinopla. Compareceram 150 bispos e votaram a alteração do Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Com a exclusiva participação 150 bispos, a trindade foi imposta a todos como “mais uma verdade teológica da Igreja”. E os bispos, que não apoiaram essa tese, foram expulsos da igreja e excomungados.  

  1. O CREDO ATANASIANO  

O Credo Atanasiano, assim foi chamado por que Atanásio foi um jovem que se destacou em apoiar os conceitos apresentados no Credo de Nicéia. O Credo Atanasiano rezava da seguinte maneira:  

“. . . que adoremos um só Deus em Trindade e a Trindade na Unidade, nem confundindo as Pessoas, nem separando a Substância. Na verdade, uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; mas uma só é a Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo; igual a glória, coeterna a majestade. Qual é o Pai, tal o Filho, tal o Espírito Santo. Incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. Imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo. Eterno é o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo. E, no entanto, não (há) três eternos, mas um só Eterno; assim como não (há) três incriados, nem três imensos, mas um só incriado e um só imenso. Igualmente onipotente é o Pai, onipotente o Filho, onipotente o Espírito Santo; e, no entanto, não (há) três onipotentes, mas um só é o Onipotente. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus; e, no entanto, não são três deuses, mas Deus é um só. Assim, o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; e, no entanto, não são três senhores, mas um só é o Senhor. Pelo que, assim como somos obrigados, na verdade cristã, a confessar cada uma Pessoa, singularmente, como Deus e Senhor, assim nos é proibido, pela religião católica, dizer três Deuses ou três Senhores. O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado. O Filho só pelo Pai foi: não feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo, pelo Pai e pelo Filho: não foi feito, nem criado, nem gerado, mas deles procede. Um só, portanto, é o Pai; não três Pais; um só, o Filho; não três Filhos; um só, o Espírito Santo; não três Espíritos Santos. E nesta Trindade nada é primeiro ou posterior; nada maior ou menor; mas todas as três Pessoas são a si coeternas e coiguais. Portanto, por tudo, assim como acima já foi dito, deve ser adorada a Unidade na Trindade e a Trindade na Unidade. Portanto, quem quiser se salvar, assim sinta (pense) da Trindade. . . .”  

Portanto, a doutrina da Trindade foi finalmente formulada muitas centenas de anos após a morte de Jesus Cristo (ou Yeshua). Nas palavras do teólogo N. Leroy Norquist, os homens “experimentaram palavras, afiaram frases”, até que definiram a relação das três ‘pessoas’ da Trindade de tal modo, que finalmente podiam dizer: “A menos que creia nisso, não é verdadeiro crente.” Assim se formulou, portanto, o conceito sobre Deus adotado agora na maioria das igrejas.  

O ensino fundamental da Trindade ortodoxa é a idéia de que há três pessoas distintas em um Ser (uma substancia), chamada DEUS, isso quer dizer que são necessárias três pessoas para compor um Ser. Nos ensinamentos Católicos que se estendem ate hoje,um ser é tudo aquilo que forma um individuo como espírito, alma, mente, consciência e corpo. Por outro lado, “ pessoa “, pode ter vários significados diferentes.  

O Credo Atanasiano é aceito como verdade pela Igreja Católica e a maioria das Igrejas Protestantes (ver A História da Igreja Cristã, de PHILIP Schaff, volume 3, seção l32, pagina 696 ).

Por volta do ano 900 da nossa era, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade “pegasse”. A política do governo e da igreja foram as razões que levaram a trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da igreja. Como se pode observar, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue. O que satanás não conseguiu com a perseguição, ele acabou alcançando por meio do amparo oficial.  

  1.  AS MUDANÇAS DE CONSTANTINO  

     9.1 Dia do Senhor (SHABBAT)

O Imperador Constantino tinha um conhecimento rudimentar da doutrina dos judeus messiânicos. Sendo ele Triteísta, diante do seu grande poder e domínio, achava-se no direito de intervir nos costumes religiosos da época. Durante esse regime, não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao “Deus sol”. Dos Sábados como era de costume nos cultos judaicos,  passaram a adorar aos domingos que para Constantino era considerado o “Dia Sagrado do Sol” (deus Apolo) e não o “Dia do Senhor”.  

9.2 Batismo  

Segundo Eusébio, primeiro historiador da igreja e bispo que batizou Constantino, escreveu que Constantino “acreditava firmemente que, não importando os pecados que ele havia cometido, como homem mortal, sua alma seria purificada de todos eles por meio das águas salutares e da eficácia das misteriosas palavras do Batismo”. A Salvação passou a ser pelo Batismo  em nome de três deuses (Mateus 28:19).  

 As Igrejas Cristãs hoje em dia dizem que ele foi o primeiro imperador cristão e é considerado o primeiro papa da Igreja Católica. Na sua vida particular, mandou matar um de seus filhos, além de um sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas.  

     9.3 As Festas

O Imperador também instituiu no meio da Igreja as festas pagãs.  

9.4    Yeshua – Um romano (Jesus)  

Yeshua passou a ser considerado e visto de forma romana. Pregado no madeiro como mártir, sendo divinizado e passando a constituir a Trindade como a segunda pessoa.  

  1. A REFORMA LUTERANA  

Iniciada em 1517 pelo monge alemão Martinho Lutero. Defende que a fé é o elemento fundamental para a salvação do indivíduo. Rompe com a Igreja Católica em 1519, ao negar o primado do papa. A igreja considera heréticas as 95 teses de Lutero, afixadas à porta do castelo de Wittenberg. Elas protestam contra a venda das indulgências, os perdões concedidos pelo papa e o relaxamento dos costumes do clero.  

Com a simpatia de diferentes setores da nobreza e camponeses, o protestantismo de Lutero difunde-se rapidamente na Alemanha. Resulta na dissolução das ordens monásticas, na revogação do celibato clerical, na secularização dos bens da igreja pela nobreza e na substituição da autoridade eclesiástica pela autoridade do Estado. Na esteira dos protestos de Lutero surgem seitas e rebeliões que contestam a autoridade de Roma. Grupos místicos surgem em Waldshut, Nuremberg, Suábia, Silésia, Leiden e Münster. 

Como resultado deste movimento podemos observar que poucas coisas mudaram verdadeiramente, e tudo não passou de um jogo político de interesses da burguesia.  

As mudanças dentro do Tempo:

A IGREJA

 

 

DISCIPULOS      (ATÉ 250)

IMPÉRIO ROMANO – CONSTANTINO (300)

REFORMA LUTERANA (1600)

EVANGELICOS E CRISTÃOS  (2005)

YESHUA

Yeshua

Jesus

Jesus

Jesus

SALVAÇÃO

Salvação (retorno)

Não

Confissão

Confissão

BATISMO

Imersão

Aspersão

3 deuses

3 deuses

FESTAS

Segundo a Torah

Pagãs

Pagãs

Pagãs

CRENÇA

D-us único

Trindade

Trindade

Trindade

LEIS (Torah)

Torah

Não

Não

Não

ORAÇÃO

Oração

oração

Oração

Oração

VELAS

Velas

Velas

Não

Não

REZA

Reza

Reza

Não

Não

ALIMENTOS

c/proibição

Sem proibição

Sem proibição

Sem proibição

CEIAS

1vez por ano

A cada missa

1 vez por mes

1 vez por mês

REUNIÕES

Sinagogas e casas

Igrejas e casas

Igrejas e casas

Igrejas e casas

DIA DO SENHOR

Sábado

Domingo

Domingo

Domingo

   

  1. A IGREJA HOJE  

Pode ser, porém, que não creia que a sua igreja aprove realmente estes credos. É verdade que tem havido a tendência de nem mesmo tentar ensinar aos paroquianos o conceito perplexo sobre Deus que é adotado. Mas isto não quer dizer que os credos tenham sido rejeitados pelas igrejas. Ao contrário, quase todas as igrejas ainda se apegam ao seu conceito confuso sobre Deus. Que a Igreja Católica Romana o faz é claramente declarado em The Catholic Encyclopedia sob o verbete “Trindade”. Depois de citar parte do Credo Atanásiano, ela declara: “Isto é o que a Igreja ensina.”  

A Igreja Anglicana também endossa os credos dos Apóstolos, de Nicéia e de Atanásio. A Igreja Episcopal, protestante, também o faz, explicando que “está longe de pretender afastar-se” da Igreja Anglicana “em qualquer ponto essencial de doutrina”. Os grupos luteranos também adotam estes credos. A constituição da Igreja Luterana da América, Artigo II, seção 4, diz: “Esta igreja aceita os credos dos Apóstolos, de Nicéia e de Atanásio como declarações verazes da fé da Igreja.”  

De modo similar, a constituição da Igreja Unida de Cristo declara: “Reivindica como sua a fé da Igreja histórica, expressa nos antigos credos... : Os presbiterianos adotam o Credo de Nicéia, e o mesmo fazem os grupos grandes dos metodistas. Estas religiões adotam oficialmente o conceito trinitarista. Embora os grupos batistas, em geral, não aprovem credos, o Secretário Geral Adjunto da Convenção Batista Americana observou a respeito do Credo Atanasiano: “Estou certo de que a maioria dos batistas americanos estaria em substancial acordo com o seu conteúdo.”

 

  1. CONCLUSÃO  

A que se ressaltar que, a Igreja na época de Jesus não era a igreja que entendemos hoje. O casamento da Igreja com o estado, corrompeu a essência espiritual da igreja primitiva. Tudo girou em torno de um jogo político, por causa da ganância e do desejo por domínio e poder.  

Quando Roma tornou-se o império mundial, assimilou em seu sistema os deuses e as religiões dos vários paises pagãos que dominava. Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses paises, o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não era outra se não o culto Babilônico. No decorrer dos anos, os lideres da época, começaram a atribuir a si mesmos, o poder de “senhores do povo de Deus”, no lugar da mensagem deixada por Cristo.  

É verdade que certas igrejas da cristandade (protestantes) não endossam oficialmente nenhum credo, mas, quase todas elas adotam o dogma trinitarista que estes desenvolveram. Quanto a isso, John J. Moment escreveu no seu livro We Believe (Cremos) a respeito do Credo Atanasiano: “Suas definições estereotípicas continuaram a ser aceitas no Protestantismo, mais ou menos conscientemente, como norma de ortodoxia”.  

Trata-se de um dogma básico da igreja católica romana e de todas as mais de 200 igrejas pertencentes ao conselho mundial de igrejas, das quais se exigem que creiam no conceito da trindade .

Anexo 1- PRINCIPAIS CONCILIOS ECUMENICOS DA IGREJA ROMANA  

Local e designação

Duração

Temas principais

Niceia I

20-5 a 25-7 de 325

A heresia de Ário. Redacção do símbolo ou credoque se recita na missa.

Alexandria

 Ano 362 d.C

 Definição da Trindade

Constantinopla I

Maio a Julho de381

A divindade do Espírito Santo foi oficializada

Éfeso

22-6 a 17-7 de 431

A heresia de Nestório. A maternidade divina deMaria.

Calcedónia

8-10 a 1-11 de 451

Condenação do monofisismo. A existência emJesus Cristo de duas naturezas completas e perfeitas na unidade da pessoa, que é divina.

Constantinopla II

5-5 a 2-6 de 533

Condenação de documentos nestorianos designados Os Três Capítulos.

Constantinopla III

7-11 de 680 a 16-9de 681

Condenação do monotelismo.

Niceia II

24-9 a 23-10 de787

Legitimidade da veneração de imagens.

Constantinopla IV

5-10 de 869 a 28-2de 870

Condenação e deposição de Fócio, patriarca deConstantinopla

Latrão I

18-3 a 6-4 de 1123

A Questão das Investiduras. Independência daIgreja perante o poder temporal.

Latrão II

Abril de 1139

Fim do cisma do Antipapa Anacleto II

Latrão III

Março de 1179

Normas para a eleição do Papa.

Latrão IV

11 a 30-11 de1215

Condenação do catarismo. Definição detransubstanciação. Preceito pascal.

Lyon I

28-6 a 17-7 de1245

Deposição do Frederico II.

Lyon II

7-5 a 17-7 de 1274

União com a Igreja Grega. Regulamentação do conclave para a eleição papal. Cruzada para libertar Jerusalém.

Vienne

16-10 de 1311 a 6-5 de 1312

Supressão dos Templários.

Constança

5-10 de 1414 a 22-4 de 1418

Fim do Grande Cisma do Ocidente. Condenação de Wyclif e de Hus.

Concílio de Basileia-Ferrara-Florença

1431-1432

União com as Igrejas orientais. Reconhecimento no romano pontífice de poderes sobre a Igreja Universal.

Latrão V

10-5 de 1512 a 16-3 de 1517

Condenação do concílio cismático de Pisa(1511-1512). Reforma da Igreja.

Trento

13-12 de 1545 a 4-12 de 1563

Reforma geral da Igreja. Condenação dos erros protestantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11    . FONTES DE PESQUISA  

·         Uma História da Leitura – Alberto Manguel, Companhia das Letras –SP,1997 (páginas 228 a 237) da”Leitura do Futuro” – Editora Schwarcz Ltda.

·         Documentos da Igreja Cristã - H. Bettenson

·         História da Igreja Católica - Philip Hughes, Dominus

·         História Universal –H. G. Wells

·         Instituto São Thomas de Aquino – Fundação para Ciência e tecnologia – Domninicanos de Lisboa – Portugal

·         A Sombra das coisas que Virão- Volume 2 – Rick Joyner, Editora Danprewan

·         Os principais Concílios - História da Igreja Católica - Pe. Ignácio, dos padres Escolápios

·         A natureza de D-us segundo os primeiros discípulos – Shaul Bentsion –   ( Estudo Baseado  nas pesquisas de Ray Pritz, da Hebrew University de Jerusalém)

·         A história dos seguidores de Yeshua – Os nazarenos– Por Moshe bem Shaul ( Líder da comunidade Adat Tikvat Yisrael)

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