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O naufrágio do Titanic ou, ocasião para uma reflexão... 

 

Por Ms. J. Pietro B. Nardella-Dellova 

“... nem DEUS afunda o Titanic...”

(frase de um dos construtores do Titanic, em 1912)

  Lillian Gertrud Asplund, a última americana sobrevivente do naufrágio do Titanic, em 1912, faleceu nesse recentemente, em Worcester, Estado de Massachussetts, nos Estados Unidos. Ela tinha 99 anos.  

A Sra. Lillian, que tinha 5 (cinco) anos de idade no momento do naufrágio, perdeu o pai e três irmãos, incluindo uma irmã gêmea, quando o navio afundou no atlântico-norte depois de bater em um iceberg.  

A mãe e outro irmão de Lillian, Felix, que tinha três anos quando aconteceu o naufrágio, também sobreviveram ao acidente do dia 15 de abril de 1912.  

A história do naufrágio do Titanic sempre despertou-me um sentimento de impotência, aborrecimento e frustração, por tudo que ocorreu naquela ocasião, a começar pela afronta ao Eterno, promovida por um dos construtores do Titanic.  

A “sabedoria” sempres encontra-se ligada ao “temor ao Eterno”.  

A questão do Titanic não deve, nem de longe, sugerir que o Eterno tenha permitido o naugrágio do Titanic, seguido do rasgo que lhe fez um iceberg. Seria minimizar e simplifica o Eterno e considerá-lo um “ente” vingativo que, para tapar a boca de um construtor profano, faria morrer milhares de pessoas nas águas geladas do Atlântico-norte, deixando outras milhares “meio mortas”, sem seus filhos, filhas, mulheres, mães, pais, e, quiçá, mulheres amadas...  

Não! De fato não ocorreu nada disso. Ocorreu sim, um acidente de ressonantes repercussões na alma das pessoas que estavam direta ou indiretamente relacionadas ao naufrágio. Mas, a frase do construtor demonstra o “princípio” que o norteava, ou seja, “um absoluto descomprometimento com o Eterno”.  

Aprendemos por toda nossa história que tudo deve ser oferecido ao Eterno e, por isso mesmo, precisamos nos lembrar dEle, e falar com Ele, nas nossas manhãs, nas nossas tardes e nas nossas noites. O reconhecendo em qualquer situação de nossa vida. Entregamos um tesouro nas mãos de nossos filhos e filhas quando os conduzimos aos ensinos bíblicos para sevir-lhes de formação, instrução e guia na caminhada sobre a terra.  

Enfim, tudo fazemos centrados em um propósito, desde o dia em que nascemos até o atual. E, para além da nossa morte, repousamos na espera e na esperança do Messias, um Tempo e um Ungido, no qual e diante de quem haveremos de ressurgir do pó, renovados em força, graça e entendimento da Palavra Divina, e assim poderemos vislumbrar a Jerusalem dourada e maravilhosa e, sobre o Monte, reerguido o Templo Divino.  

E, por termos esta vida e esta esperança, precisamos procurar em nada desagradar a DEUS, por isso mesmo vivemos por princípios. Com elas nos construímos e construímos nossas relações, vez que estão relacionadas ao nosso corpo, à alma, ao espírito e às relações sociais. Ao dá-las, o Eterno vislumbrou o seu alcance para nos fazer homens e mulheres, ou seja, seres humanos, integrais.  

Nossa Bíblia é “árvore da vida” e “luz para o mundo”. Fosse um mestre fiel a inaugurar o Titanic teria tido a preocupação de oferecê-lo ao Eterno e de preparar tudo a seu bordo a fim de que todos pudessem ter segurança, alimentação e atenção.  

Com certeza, verificaria a “quase inutilidade” dos barcos salva-vidas, posto serem em número reduzido ao extremo e  teria verificado a desumanidade de traves e correntes nas portas que separavam os vários compartimentos e “classes”. Teria, certamente, orientado e fiscalizado os sistemas de velocidade e verificação de navegação quanto ao clima e condições marítimas. Todos os meios de segurança, equipamentos e pessoal teriam sido pormenorizadamente verificados pois, “...tudo o que puderes fazer para livrar alguém da morte, faze-o...”  

Preciamos procurar conduzir-nos sabendo, com certeza, da verdade da relação de nexo causal (relação de causa e efeito) e sabendo que muito ocorre movido pela mão humana, por sua vontade e intenção profunda. Sabendo também que nossas ações, nossas atuações, nossos deslocamentos, o mover de um dedo, o piscar dos nossos olhos, um girar o corpo, um aceno, uma palavra proferida, tudo enfim, podem produzir efeitos devastadores ou frutificadores. Precisamos ter sempre a profunda consciência que até mesmo a chegada do nosso Messias depende diretamente de nós mesmos, das nossas ações!  

E, finalmente, necessitamos ter em mente sempre, que o Eterno cobrará as nossas ações mediante nossas oportunidades. Cobrará cada gota de sangue derramado, cada corte em um dedo, cada violência praticada contra nós mesmos, contra os nossos próximos e contra o mundo que, como jardim, nos deu desde os primórdios.  

Por isso mesmo o naufrágio do Titanic não foi uma desgraça gratuita, não foi uma fatalidade do destino nem a vingança do Eterno, mas, simplesmente, o resultado da ação humana, da negligência e do descaso dos responsáveis pela sua construção, manutenção e segurança e, um dia, os corpos mortos no gelo, as mulheres e homens, as crianças e jovens, os anciãos e anciãs, presos nos compartimentos de segunda e terceira classes, maldosamente deixados em correntes para facilitar o salvamento dos da primeira classe. E os que foram levados para o abismo despertarão do seu “sono” e uníssonos clamarão por justiça e o Eterno, Rei do Universo, far-lhes-á Justiça!

 

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