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O Decreto Dominical Uma Utopia ou Profecia Bíblica?

 

 

Síndrome da Perseguição
Perseguição aos que guardam o sábado



Na Cidade Velha de Jerusalém, em frente do Portão Novo (New Gate), um casal de norte-americanos, Roger e Joyce Brown, adventistas do sétimo dia, distribuíam panfletos contra o Vaticano e os Estados Unidos.

Estão unidos para criar uma lei que proibirá os judeus e os adventistas do sétimo dia de guardar o sábado como dia santo, explica Roger. Ele afirma que o respeito ao sábado aproxima judeus e adventistas do sétimo dia. Por isso, eles estão na Terra Santa fazendo esse alerta contra a possibilidade de uma lei mundial que oficialize o domingo como dia santo universal.


Naturalmente, para o leitor não familiarizado com os escritos dos adventistas surge uma pergunta:

Que identidade de propósitos pode haver entre o atual papa  e o atual presidente dos Estados Unidos, para que fossem citados nesses 17 milhões de folhetos em todo o mundo?

Por que esse número assombroso de folhetos e dispêndios financeiros tão grandes com missionários espalhados por todos os lugares nesse alerta mundial?

Interpretação do Apocalipse


Existe uma série de livros publicados pelos adventistas sobre interpretações do Apocalipse. Possuem um curso por correspondência sobre esse livro. Para eles é um livro aberto e de fácil interpretação, notadamente o capítulo 13 que é amplamente explorado. Valem-se desse capítulo para interpretar que:

"Declara-nos o Apocalipse que pouco antes da Segunda vinda de Cristo, por força de lei, será imposto a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, um sinal ... da besta. Ninguém poderá comprar ou vender qualquer coisa se não tiver esse sinal da besta (Ap 13.16-17)". [1].

A profecia do capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de cornos semelhantes aos do cordeiro fará com que a Terra e os que nela habitam adorem o papado, ali simbolizando pela besta semelhante ao leopardo. A besta de dois cornos dirá também aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta; e, ainda mais, mandará a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos que recebam o sinal da besta(Ap 13.11-16).

Mostrou-se os Estados Unidos são o poder representado pela besta de cornos semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração do seu poder. Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda Terra se maravilhou após a besta (Ap 13.3).

A inflição da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: A sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até o segundo advento (2Ts 2.8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida (Ap 13.8). Tanto no Antigo como no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma 
[2].

Sendo a primeira besta o Papado e a segunda, os Estados Unidos, este verso quer dizer que os Estados Unidos vão obrigar o povo a adorar o Papado. Unicamente obrigando o povo a guardar o domingo podem os Estados Unidos fazê-lo adorar o Papado, pois o domingo existe como dia santo por autoridade deste 
[3].

 

O Esperado Decreto Dominical


Surge, então, o problema magno para os adventistas, objeto dos folhetos distribuídos pelo casal de americanos: o folheto traz um alerta: o Papa  (a primeira besta de 
Ap 13) fará uma aliança com os Estados Unidos (a segunda besta com chifres de cordeiro), representados pelo seu Presidente e juntos editarão um decreto de abrangência mundial: todos devem obrigatoriamente guardar o domingo. Caso não cumpram o decreto os que assim teimosamente procederem, serão perseguidos e mortos.

Quem, no caso, seriam os perseguidos? Os guardadores do sábado, como os Adventistas do Sétimo Dia e os judeus.

 

Declaração de um Ex-Adventista


Ubaldo Torres de Araújo foi adventista por muitos anos. Publicou o livro "Igreja de Vidro". O autor diz:

"Os líderes do adventismo difundem entre os pobres e indefesos membros leigos a neurose da perseguição, que é uma maneira de tirar vantagens imediatas para a Igreja. Falam de uma perseguição de que serão vítimas, e que, há anos, está se esboçando no cenário mundial. Afirmam que tudo já está em andamento nos Estados Unidos. Ensinam que a propalada perseguição será desencadeada contra eles, justo por serem o povo de Deus, a nação eleita, o sacerdócio real.

Conheço irmãos que desejam ardentemente a sua chegada. Em alguns, o desejo chega a ser sádico. Uma verdadeira obsessão. Conheci, no nordeste, um moço, crente fervoroso, que me disse, certa ocasião, que estava orando para que logo chegasse a perseguição. Certamente, ele gostaria de provar que estava pronto para as suas conseqüências. Chegou a ler um trecho de O Grande Conflito para defender sua ... tese" 
[4].


Outro escritor, adepto da sindrome da perseguição, assim se manifesta:

"Talvez nenhum movimento religioso no mundo tenha sido alvo de ataques ferinos e descaridosos como os Adventistas do Sétimo Dia. E isto sem dúvida em cumprimento de Ap 12.17 [5].

 

Suposta Base Bíblica


O versículo base para tal síndrome de perseguição é Ap 12.17:

"E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo."


A interpretação Adventista é a seguinte:

"O dragão (o diabo) irou-se contra a mulher (Igreja Adventista) e foi fazer guerra ao resto de sua semente (o povo adventista), os que guardam os mandamento de Deus" [6].


Estaria o livro de
 Apocalipse aguardando a chegada dos adventistas no cenário mundial?

Segundo os adventistas eles seriam perseguidos porque guardam o sábado e transgrediriam o decreto dominical a ser instituído pelo Papa  apoiado por presidente dos Estados Unidos. Prosseguem ainda mais para dizer que o livro de Apocalipse se referia a eles.

Para os Adventistas o texto diz: 
"... e têm o testemunho de Jesus"(Ap 12.17). O que significa isso? Como o livro de Apocalipse é um livro aberto para eles, juntam com Ap 19.10: "... porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia" e aplicam essa expressão para sua profetisa Ellen G. White, possuidora do espírito de profecia. Seus escritos são considerados tão inspirados quanto a Palavra de Deus.

Entretanto, sabemos 
"nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." (2 Pedro 1:20-21) Isto posto, não se poderia dar uma interpretação particular do texto bíblico à sra. E. G. White, a não ser que, de antemão, se tivesse tal propósito.

Essa preocupação com o futuro decreto dominical e o desencadeamento de uma perseguição é que põe os adventistas em estado de alerta: é a síndrome da perseguição que estão vislumbrando para um futuro bem próximo, mas que já dura para mais de cem anos.

NOTA Monte do Sinai: Este estudo remota os dias de B.Clinton e desde então o mundo está cada vez mais longe do "decreto"!


NOTAS:

1 - O Sinal da Besta e as Sete Pragas do Apocalipse. Autor: Denilson Fonseca de Carvalho, 6a. edição, pág. 3.
2 - O Conflito dos Séculos. Autora: Ellen G. White. CPB, 1983, pág. 584.
3 - O Sinal da Besta e as Sete Pragas do Apocalipse. Autor: Denilson Fonseca de Carvalho, CPB, pág. 31.
4 - O Conflito dos Séculos. Autora: Ellen G. White. Ed., 1983, pág. 68.
5 - Sutilezas do Erro. Autor: Arnaldo Christianini. CPB, pág. 30, 42.
6 - Preparação para a Crise Final. Autor: Fernando Chais, CPB, pág. 79.
Matéria extraída da Revista Defesa da Fé - Edição novembro/2000, págs. 56 a 59.

 

O Decreto Dominical: Visão ou Delírio?

Origens do Decreto Dominical

 

Artigo de Dick Anderson com Tradução e adaptação de Lindenberg Vasconcelos

Nota do Tradutor: Por décadas a IASD vem lançando a teologia do medo, como um dos meios mais eficazes para assegurar seus membros em seu redil. A doutrina do Decreto Dominical é a maior de todas as evidências. Estão passando um filme aí, em várias igrejas adventistas, que tem causado um verdadeiro reboliço entre os membros. Porém, será que os membros sabem a origem dessa doutrina ?  Esse artigo não é de minha autoria, fiz apenas a tradução e adaptação para nossa língua. 

O Inicio do termo " Lei Dominical " na Igreja Adventista do 7º Dia(I.A.S.D)

EEEeEllen White, considerada pela I.A.S.D. como profetiza de Deus, cujos escritos são imensamente considerados pelos adeptos dessa denominação e ponto de ser idolátrada(mesmo que inconcientemente por muitos de seus membros e dirigentes):

Quem era Ellen White? Uma mulher de 19 anos de idade, devota seguidora de William Miller. Tinha sérios problemas de saúde resultantes de uma lesão cerebral em sua meninice. Mais tarde, assegurou ter recebido visões de Deus, ainda que muitos dos que presenciaram suas visões tiveram a impressão de que elas eram o resultado mais de sua má saúde que de sua inspiração.

A irmã White e sua família foi que foram expulsa de uma igreja metodista em setembro de 1843 por ter causado distúrbios durante os serviços religiosos na igreja: “A razão de sua demissão não foi a de ter pregado a segunda vinda do Senhor Cristo Jesus. Esse é um princípio de nossa fé ortodoxa, que foi confirmado nos Artigos de Religião em 1784. Sua demissão o ocasionou sua violação da disciplina ao proclamar os pontos de vista da fixação de datas por parte de William Miller.... depois de ter sido aconselhados reiteradamente e sem ruído para que se abstivessem de sua conduta desorganizadora durante as reuniões da igreja, os membros da Igreja de Chestnut Street fizeram uso do que creram era seu único recurso, despedir à família Harmon. (Carta a Keith Moxon de parte da Igreja Metodista Unida de Chestnut Street, 3 de junho de 1988, tomada do site Truth or Fables).

 A Sra. White não perdeu a oportunidade de atacar aos pregadores cristãos que se tinham oposto à fixação de datas por Miller: Muitos pastores do rebanho, que asseguravam amar a Jesus, diziam que não se opunham à pregação da vinda de Cristo, senão ao fato de que se fixasse uma data para essa vinda. Mas o onisciente olho de Deus lia em seus corações. Não desejavam que Jesus estivesse perto. Compreendiam que sua profana conduta não poderia resistir a prova, porque não andavam pelo humilde caminho traçado por Cristo. (Veja-se Primeiros Escritos, pp. 233-234).

Ellen White concebe o ensino do Decreto Dominical

Em meados do século dezenove em muitos estados dos Estados Unidos da América do Norte, havia "leis azuis" que proibiam trabalhar no domingo. É contra este pano de fundo de perseguição pelo estado que a profetisa Ellen White descreve a vindoura perseguição dos observadores do sábado numa série de livros e artigos.

Em 1882, apareceu o seguinte no livro Primeiros Escritos: “Vi depois que os magnatas da terra conferiam entre si, e Satanás e seus anjos estavam atarefados em torno deles. Vi um edital do que se repartiram exemplares por diferentes partes da terra, o qual ordenava que se dentro de determinado prazo não renunciasse os santos a sua fé peculiar e prescindiam do sábado para observar o primeiro dia da semana, ficariam em liberdade para matá-los. (PE, 282)

Em 1884, ela introduziu o fato de que teria um aumento gradual na severidade das leis para fazer obrigatória a observância do domingo: “No último conflito, o sábado será o ponto especial de controvérsia através de toda a cristandade. Os governantes seculares e os dirigentes religiosos se unirão para fazer cumprir a observância do domingo; e como as medidas mais suaves falharão, se farão efetivas as leis mais opressivas. Se insistirá em que os poucos que se opõem a uma instituição da igreja e uma lei do país não deveriam ser tolerados, e finalmente se editará um decreto denunciando-os como merecedores do castigo mais severo, e dando-lhe liberdade ao estado para que, depois de certo tempo, os matem. Spirit of  Prophecy, vol. 4, p. 444).

No término da década de 1880, o fim  parecia iminente aos adventistas. A razão de que eles cressem dessa forma era que, no final dessa década, o Congresso dos Estados Unidos estava discutindo uma lei que converteria o domingo num dia de festa reconhecido nacionalmente. Em 1886, a Sra. White advertiu que o fim viria cedo: O fim de todas as coisas está muito próximo. O tempo de angústia está a ponto de cair sobre o povo de Deus. Será então quando sair um decreto proibindo que os que guardam o sábado do Senhor comprem ou vendam, e ameaçando-os com castigos, e até com execuções, se não observam o primeiro dia da semana como se fosse o sábado. (Historical Sketches, p. 156).

Então sucedeu o inesperado. A lei dominical foi derrotada no Congresso. Era evidente que muitos no Congresso pensavam que esta lei violaria a separação entre a igreja e o estado. Ademais, se esta lei se punha em vigor, provavelmente teria sido recusada na Corte Suprema. Depois deste incidente o movimento da Lei Dominical perdeu impulso, e gradualmente voltou seu atendimento a outros assuntos.

NOTA : Esta derrota no Congresso não foi “vista” pela profetiza...

Para princípios de 1900, começava a parecer improvável que se fosse aprovar uma lei dominical em algum momento num futuro próximo. Agora os adventistas tinham um dilema nas mãos. Precisavam ter uma explicação de como uma lei dominical poderia ser aprovada, dadas as circunstâncias atuais. À profetisa Ellen White ofereceu uma explicação em 1904: Quando o sábado se converter no ponto especial de controvérsia através da cristandade, a persistente negativa de uma pequena minoria a ceder às demandas populares os converterá em objetos de execração universal. Se insistirá em que os poucos que se opõem a uma instituição da igreja e a uma lei do estado não deveriam ser tolerados; que é melhor que eles sofram do que nações inteiras sejam sumidas em confusão e ilegalidade. Este argumento parecerá concludente; e contra os que honram o sábado do quarto mandamento se emitirá finalmente um decreto, denunciando-lhes como merecedores do castigo mais severo, e dando permissão à gente para matá-los depois de certo tempo. (Youth Instrutor, 7-12, 1904).

Para 1904, o palco de um movimento organizado de dirigentes religiosos que projetaram uma legislação dominical no Congresso parecia pouco realista. Já que nesse momento parecia em extremo improvável que uma lei dominical ocorresse sob condições ordinárias, devia ter algum extraordinário acontecimento externo que a precipitasse. Assim, Ellen White inventou um novo palco no qual os Estados Unidos passaria a enfrentar uma crise súbita e terrível. Se os Estados Unidos não atuasse para matar aos observadores do sábado, tinha que ter uma terrível catástrofe nacional. Durante esta horrível crise, a lei dominical seria justificada pelos políticos que, sob circunstâncias normais, recusariam a lei. No entanto, numa situação de crise, estariam convictos de aprovar uma lei dominical para evitar que a nação inteira fora "sumida em confusão e ilegalidade".

Ainda que este é certamente um palco criativo, a Sra.White não proporciona evidência bíblica em favor deste novo palco, nem explica como o matar aos observadores do sábado poderia evitar que a nação fora submetida a confusão e a ilegalidade.

Em 1904, a Sra.White falava como se só a "cristandade" aprovaria as leis dominicais, mas, a partir de 1911, novamente tinha mudado seu novo palco, nesta ocasião passou a incluir o mundo inteiro. A Sra. White escreve em seu livro, Great Controversy, publicado em 1911: Os poderes da terra se unirão para fazer guerra contra os mandamentos de Deus, decretarão que "todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos" (Apocalipses 13:16), deverão conformar-se aos costumes da igreja mediante a observância do falso sábado. A todos os que recusem obedecer lhes serão aplicados severos castigos, e finalmente se decretará que merecem a morte. (p. 604).

Esta lei dominical "universal" é exposta no livro da Sra. White, que foi publicado em 1917, um ano depois da morte dela: “Neste nosso dia, muitos dos servos de Deus, ainda que inocentes de delito, serão entregues para que sofram humilhação e abuso nas mãos dos que, inspirados por Satanás, estão cheios de inveja e preconceito religioso. A ira do homem se insurgirá especialmente contra os que honram o sábado do quarto mandamento; e por fim um decreto universal lhes denunciará como merecedores da morte. (Prophets and Kings, p. 512).

Assim, encontramos que a doutrina da Lei Dominical tem estado evoluindo e mudando continuamente através dos anos para adaptar-se aos particulares reptos da respectiva geração. Depois da morte da profetisa Ellen White em 1916, a posição da igreja a respeito do Decreto Dominical se imobilizou, e permaneceu relativamente sem mudanças. Isto é compreensível, já que já não há ninguém na igreja com autoridade profética para modificar o ensino. A igreja continua ensinando hoje a mesma doutrina que ensinou a princípios da década de 1900.

Probabilidades de Uma Lei Dominical Nacional Na América e Consequentemente nos demais paises do planeta Terra

O mundo do século XXI é muito diferente daquele final do século XIX. Nos Estados Unidos, a demografia mudou dramaticamente. No final da década de 1880, os Estados Unidos era um país de protestantes que iam à igreja. O país é bem mais diverso hoje em dia. Aproximadamente um quarto da população é agora católica romana. Agora há também outras religiões nos Estados Unidos com um significativo número de membros.

Os Judeus

O exemplo mais significativo disto é os judeus. Há aproximadamente sete milhões de judeus observadores do sábado nos Estados Unidos. Qualquer lei dominical teria que ser aprovada acima das objeções destes sete milhões de judeus. Essa aprovação é altamente improvável. A comunidade judia nunca foi mais influente sobre o sistema legal e o sistema político dos Estados Unidos do que na atualidade recentemente, o primeiro judeu que jamais fora nomeado como candidato a vice presidente foi derrotado por estreita margem. Os meios de comunicação norte-americanos, o sistema legal, e a estrutura de poder em Washington, D. C, todos recebem a desmesurada influência destes judeus guardadores do sábado. Muitos judeus ocupam postos chaves de poder em altas posições governamentais, desde onde podem influir no modo de vida norte-americano. Há judeus proeminentes que possuem substanciais impérios financeiros que lhes proporcionam ampla influência na sociedade norte-americana. Pensar que os judeus permitiriam que qualquer tipo de lei ordenando a observância do domingo avançasse sequer até a etapa de consideração séria é absurdo.

Nota do tradutor: Ainda tem que se lembrar do Estado de Israel, que um pais com seus outros milhões de pessoas e que possuem estreita relações comerciais e políticas com o USA. Uma imposição dominical sobre este pais de base sabática criaria o caos entre os dois – e não venha com essa história de profecia, pois não há nenhuma na Bíblia fazendo tal afirmação...

Os Muçulmanos

A segunda minoria (habitando nos USA) mais importante que há do que considerar é a comunidade muçulmana. Esta religião em rápido crescimento na atualidade afirma ter mais de oito milhões de aderentes nos Estados Unidos. O dia santo semanal do Islã é a sexta-feira. Esta grande comunidade de crentes se sentiriam agredidos se os cristãos tentassem obrigá-los a observar o domingo como dia de culto. Não há dúvida de que usariam seu poder político para impedir qualquer tentativa deste tipo.

Nota do tradutor: Novamente encontramos aqui uma barreira de proporções cósmicas. Uma das religiões com maior concentração de pessoas é a mulçumana. O Islamismo é uma espécie de Nação que une várias Nações em todo mundo. Os mulçumanos possuem um ódio natural aos norte-americanos e judeus, principalmente com os primeiros.  A religião mulçumana é a religião oficial de vários países de língua árabe e não árabe. Se os Estudos Unidos, mesmo com o poder romano, tentar qualquer coisa contra os mulçumanos, afetará as três principais religiões do mundo: cristianismo, judaísmo e islamismo. Se isso acontecesse, o caos estaria estabelecido, do jeito que o Diabo gosta, logo, quem está interessado nessa história ? Quem tem interesse no sofrimento, miséria, desgraça e morte de milhões de pessoas? Pense nisso, prezado leitor. O assunto é muito complexo do que imaginamos...

O Secularismo

A seguinte grande comunidade que deve ser considerada é a secular. A diferença da década de 1880 quando esta comunidade era pequena, na atualidade tem aproximadamente trinta milhões de membros. Estes incluem agnósticos, humanistas seculares, e mais de um milhão de ateus. Durante os últimos quarenta anos, este grupo teve grande sucesso em separar a religião da arena política. Conseguiram tirar os Dez mandamentos e a oração das escolas públicas. Tiveram sucesso uma e outra vez contra a oposição de grupos cristãos. É ridículo supor que este grupo enorme de secularistas, altamente educado e politicamente poderoso, vá ceder aos cristãos uma só polegada de terreno para que regressem a religião à vida pública. Podemos estar seguros de que este grupo se oporá a qualquer legislação religiosa, e é provável que tenham o mesmo sucesso contra as leis dominicais que tiveram contra qualquer outra instituição religiosa nos Estados Unidos em décadas passadas.

Os Observadores do Sábado

Outro grupo mais e mais poderoso é a comunidade mesma de observadores do sábado. A observância do sábado se converteu numa prática mais e mais popular nos Estados Unidos e através do mundo. Isto se vê na crescente influência política da igreja Adventista do Sétimo Dia e seu crescente numero de membros -- mais de dez milhões de membros no mundo inteiro. Os mesmos Adventistas do Sétimo Dia, longe de ser uma minoria pobre e impotente, susceptível à tirania da "estrutura de poder , foram por algum tempo parte dessa mesma estrutura de poder. Os Adventistas compreendem um segmento da sociedade norte-americana relativamente bem firmada em boas posições, politicamente conservadora, e amplamente aceita. Aparte de suas peculiares crenças, são virtualmente indistinguíveis, que pertencem à classe média ou à classe média alta. A diferença do século XIX, quando os adventistas eram um grupo isolado, os adventistas de hoje são mais aceitos do que nunca.  Nunca teve tantos cidadãos norte-americanos tendo culto aos sábados que na atualidade. Diz-se do que há mais de 300 diferentes organizações religiosas que têm culto os sábados, incluindo os adventistas, várias igrejas de Deus, batistas do sétimo dia, judeus messiânicos, e uma legião de outros. Alguns destes grupos experimentaram taxas de crescimento que quase estabelecem uma marca neste novo século. O sabadismo nunca foi mais  aceito do que hoje em dia. Não há dúvida de que qualquer legislação dominical seria ferreamente resistido por estes grupos.

As religiões orientais

Outro grande grupo que provavelmente se oporia a uma legislação dominical inclui as religiões orientais, como o hinduísmo e o budismo. Os seguidores destas religiões agora somam milhões nos Estados Unidos. Estas religiões não ganham absolutamente nada com uma legislação que imponha a observância do domingo, e há poucas dúvidas de que se oporiam a ela.

Os seguidores da Nova Era

Nos Estados Unidos há uma enormidade de religiões da Nova Era, pagãs, e norte americanas nativas. Seus aderentes somam milhões. Estas religiões têm estado experimentando um tremendo ressurgimento em anos recentes. Por exemplo, a Igreja Wiccan (bruxaria) é agora a igreja de crescimento mais rápido nos Estados Unidos. Estes grupos não têm nenhum interesse em nenhuma lei que imponha um dia de culto cristão e quase seguramente a combateriam.

Outros Grupos Cristãos

Além de todos estes grupos, há certo número de igrejas cristãs que é muito pouco provável que apoiassem qualquer legislação que imponha observâncias religiosas. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mormons), com uma membresia de quase cinco milhões, compartilha muitas similitudes com o movimento adventista, e provavelmente não apoiaria essas leis. Da mesma maneira, as Testemunhas de Jehová, com quase cinco milhões de membros, também é pouco provável que as apóiem. A Fé Baha'i provavelmente não as apoiaria. Também não o fariam alguns grupos batistas com uma tradição de séculos lutando em favor da separação entre a igreja e o estado. Também não as aprovariam os quase dois milhões de membros da Igreja de Cristo. É uma doutrina fundamental desta igreja, mantida por muitos anos, que nem o domingo nem o sábado deveriam ser considerados dias santos de culto. É impossível crer que estes dois milhões de membros apoiariam algum tipo de legislação dominical. Eles ensinam que nenhuma parte da lei do AT é obrigatória para os cristãos. Do lado liberal do espectro religioso, a Igreja Unitária pós-cristã também é improvável que patrocinasse leis que impusessem observâncias religiosas.

Fica Alguém Que Patrocine as Leis Dominicais?

Assim que, quem apoiaria? a Igreja Católica e as principais igrejas protestantes, que mostraram muito pouco interesse em ir depois de uma legislação dominical nos últimos 100 anos. As leis que estes grupos perseguiram, como restabelecer a oração nas escolas públicas e proibir o aborto, foram frustradas uma e outra vez no curso dos anos Vários grupos de ação política, como a "Maioria Moral" e a "Coligação Cristã, surgiram no curso dos anos, mas só tiveram sucesso parcial.

Ainda que a observância do sábado fosse convertida num gigantesco ponto em disputa pelos Adventistas do Sétimo Dia, para os não sabatistas não é em absoluto um ponto em discussão. É um ponto, que não é motivo de dúvida, e não lhe dedicam ao tema inteiro entendimento da que lhe dedicava Jesus mesmo. Os não adventistas certamente não estão ameaçados pela observância do sábado. Muitos olham aos sabatistas com lástima, e os consideram legalistas ignorantes, espiritualmente cegos, e auto-enganados. Não os vêem em absoluto como uma ameaça para eles ou para seus próprios sistemas de crenças. Portanto, é certamente duvidoso que nem sequer os Cristãos Evangélicos façam em absoluto nenhum esforço para impor suas crenças sobre os sabatistas.

Os nativos norte-americanos Resistem com sucesso ao governo norte-americano só para mostrar quão pouco poder político se precisa para resistir a legislação governamental, considere-se o grupo bem pequeno dos índios nativos da América do Norte que fumam peyote, uma droga ilegal, durante seus serviços religiosos. Os Estados Unidos foi incapaz de erradicar o uso de uma droga ilegal por parte deste pequeno grupo religioso de nativos norte americanos. Se nem sequer puderam deter o uso de drogas ilegais numa religião, como é possível que vão obrigar centenas de milhões de não observadores do domingo a ter culto em domingo? Pense-o.

Um Decreto ou Lei Dominical Universal? É Possível?

A China Comunista, uma superpotência ascendente, com sua capacidade em rápida expansão para projéteis nucleares, e a maior maquinaria militar no planeta, repleta de armamento de alta tecnologia da antiga União Soviética, não vai deixar que os Estados Unidos decida em que dia vai ter culto seu povo. A Índia , o Paquistão muçulmano, e o Israel judeu, todos têm armas nucleares. Os Estados Unidos não podem ditar nada a estes países. Enfrentemos os fatos. Simplesmente, é impossível que os Estados Unidos possa obrigar ao mundo inteiro a adorar em domingo e matar aos observadores do sábado.

Nota do tradutor: Depois da fracassada invasão americana ao Iraque, eles ficaram queimados no mundo inteiro.

Um Palco de Tempo do Fim

Para livrar-se desta situação apressada, os Adventistas do Sétimo Dia inventaram um palco do tempo do fim  que não se encontra nem remotamente na Bíblia. Segundo os adventistas, Satanás  irá passar-se por Jesus para convencer ao mundo de que aprove leis dominicais. Satanás vai apresentar-se como se fosse Jesus em certos lugares da terra e de algum modo convencerá ao mundo inteiro de que se comece a adorar no domingo e matar aos que guardam o sábado.

Detenha-se por um momento e considere quão ridículo é isto: Perguntamos: Que cristão vai acreditar em um Cristo que quer matargente por assistir à igreja ao sábado? Cristo mesmo disse: "Porque o filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, senão para salvá-las". (Lucas 9:56).

Quem vai acreditar em um Cristo que contradiz diretamente as palavras que Ele mesmo pronunciou na Bíblia? Cristo nem sequer permitiu a Pedro que usasse sua espada para defender-se! Pode você imaginar a Cristo ordenando que gente seja assassinada por não adorar-lhe no sábado? Perguntamos: Que cristão seria idiota o bastante para ser enganado por um Cristo assassino? A Bíblia diz claramente que Satanás é assassino (veja-se João 8:44). Quem vai acreditar em um Cristo que quer assassinar a certos cristãos? Nenhum cristão é o bastante estúpido para crer que Cristo é um assassino! Se Satanás fizesse sua aparição com um plano para "matar aos observadores do sábado", e tratasse de arregimentar todos os países com um complô tão incrivelmente absurdo, o mundo inteiro provavelmente se levantaria contra ele e lhe crucificaria! Por que Satanás faria algo tão auto-destrutivo como a aprovação de uma lei dominical? Ele está indo muito bem na atualidade! O mundo está entrando rapidamente numa era pós-cristã. As religiões pagãs, da Nova Era, e as ocultistas estão experimentando um tremendo aumento em popularidade. O secularismo, o materialismo, e o sensualismo estão destruindo a essência mesma do cristianismo.   

Nota do tradutor: Veja que o Decreto Dominical teria sua origem a partir da América e depois seria esparramado por todo o mundo. Vemos um pouco do espírito imperialista americano. Porém, ele enfrentaria gravíssimos problemas internos e criaria o caos no mundo - Pense nisso leitor.

Um abraço a todos.

Pr.Lindenberg Vasconcelos

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